
A vista para uma ponte que custou R$ 17 milhões aos cofres públicos não apaga a realidade do outro lado do Canal do Arruda, na Zona Norte do Recife. A estrutura milionária contrasta com a precariedade enfrentada pela favela do Arco-Íris, do outro lado do canal.
Apesar de existir há mais de 70 anos, representantes da comunidade denunciam o abandono e a ausência de diálogo com o poder público. Além da falta de infraestrutura e saneamento, moradores enfrentam a dificuldade de chegar às principais vias do bairro, com uma ponte com rachaduras e estrutura danificada, e novas demandas: rachaduras em paredes e fundações de casas.
Presentes na entrega da Ponte do Arruda nesta quinta-feira (15), as famílias seguravam cartazes para cobrar um posicionamento da Prefeitura do Recife. Neles, as frases “Comunidade Arco-Íris esquecida pelo prefeito” e “Prefeito, estamos prejudicados pela obra da ponte”.
A principal denúncia são os supostos danos causados nas estruturas das casas devido às obras da Ponte do Arruda. De acordo com Fábio Rodrigues, cerca de 30 moradias apresentam rachaduras.
Apesar do anúncio de um conjunto de intervenções de urbanização na área, integrando o programa PAC Beberibe, da Prefeitura do Recife, o morador afirma que ainda não houve diálogo com a gestão municipal sobre possíveis projetos.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), garantiu que as moradias que tiveram danos poderão ser indenizadas. “Antes de fazer qualquer obra, as casas são sempre inspecionadas e laudadas. Se tiver qualquer casa com dano em torno da obra, será ressarcido”, pontuou.





